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REMEA-Revista Eletronica do Mestrado em Educacao Ambiental

Publisher:
—
ISSN:
2318-4884
Category:
EDUCATION & EDUCATIONAL RESEARCH
Impact factor:
0.1

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Latest articles

Perspectivas operacionais sobre Educação Ambiental em escolas municipais com COM-VIDA

2025-12-19

Marcelino Gomes de Araújo, Silvia Helena Lima Schwamborn

A Educação Ambiental apresenta-se ainda deficitária na promoção de seus objetivos e na constituição de sua finalidade. Portanto, este estudo busca analisar seus aspectos operacionais dentro de contextos e cotidianos distintos, a fim de avaliar sua verdadeira representatividade. Para tal, utiliza-se um modelo de pesquisa comparativa qualiquantitativa, em escolas municipais do Recife - PE que apresentam o funcionamento de COM-VIDA, através da aplicação de questionários e entrevistas semiestruturadas com educadores. A pesquisa indica que a problemática se posiciona principalmente na gestão dos recursos humanos, seja no entrave de concepções, gerenciamento funcional, trabalho coletivo, rede de conhecimentos ou utilização de metodologias pelos envolvidos, em que sua aplicabilidade é um desafio frente ao modo de como e por quem está sendo desenvolvida.

A educação ambiental crítica feminista e as redes socais

2025-12-19

Laryssa Louzada de Assis, André Luis Castro de Freitas, Carolina Belasquem de Oliveira

Este trabalho apresenta os resultados parciais de um projeto de doutorado que está sendo realizado em Programa de Pós-graduação, nível de doutorado, em uma instituição na região sul do país. Adota a abordagem do materialismo histórico e utiliza a Netnografia para analisar as redes sociais focando em temáticas feministas de cunho crítico, além da técnica de estudo da leitura imanente para os aprofundamentos teórico-metodológicos. O objetivo é analisar como a educação ambiental crítica pode ser compartilhada por meio da cultura virtual contemporânea, especialmente nas redes sociais. A hipótese central é que as redes sociais podem ser utilizadas como forma de combate aos sistemas de dominação que sustentam as desigualdades sociais. Concluiu-se que integrar fundamentos dos feminismos críticos e interseccionais à educação ambiental crítica contribui para o combate às narrativas opressivas que dominam esses ambientes.

Informação e Educação Ambiental em praias urbanas

2025-12-19

Kátia Dolabella Ferreira Luz, José Alberto Carvalho dos Santos Claro

O ecossistema de praia arenosa possui a parte terrestre e marinha e, por vezes, faz parte de um Plano de Gestão Integrada (PGI) da Orla Marinha. Apesar de comumente ser estudada, é cada vez mais necessário o alerta para o grau de degradação que vem sofrendo ao longo dos anos. A revisão sistemática de literatura (RS) apresentada, usou a base de dados Web of Science (WoS) e como metodologia as recomendações do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses , conhecido como PRISMA. Esta análise tem como objetivo principal identificar e ressaltar a prática da informação e educação ambiental, em um sentido amplo e eficaz de proteção ou recuperação de praias urbanas, que possuam ou não certificação de qualidade ambiental. A reflexão final aponta o desafio de avaliar a contribuição de cada projeto, como impulsionador da conservação ambiental.

Educação musical para a sustentabilidade

2025-12-19

Cristina Rolim Wolffenbüttel

A educação musical para a sustentabilidade propõe uma mudança de paradigma no ensino da música, conectando-a ao bem-estar humano e ambiental. Este ensaio explora o potencial dessa arte na promoção da sustentabilidade, utilizando conceitos de alfabetização ecológica, ecologia acústica e educação para a sustentabilidade. Aborda diferentes perspectivas sobre música, desde Rousseau até Schafer, argumentando que ela transcende a arte e se torna fundamental na experiência humana. Defende uma educação musical multidimensional, abrangendo aspectos filosóficos, psicológicos e sociológicos. A sustentabilidade é discutida com base em conceitos de Orr, Naess e Sterling, integrando alfabetização ecológica e ética ambiental. Argumenta-se que essa abordagem pode promover consciência sonora, escuta crítica e responsabilidade ambiental. Conclui-se que, apesar dos desafios de implementação, oferece um caminho promissor para formar indivíduos mais conscientes e sintonizados com o ambiente.

O dispositivo da sustentabilidade constituindo sujeitos

2025-12-19

Ana Luiza Timm Soares, Bárbara Hees Garré

O presente artigo visa tensionar a produção de verdades a partir do dispositivo da sustentabilidade em sua intersecção com a moda. Para tanto, foram selecionados como corpus empírico alguns posts do Instagram de cinco de junho (2025), data em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente. A escolha desta plataforma se dá por considerá-la uma potente disparadora de pedagogias no corpo social. Como intercessor primeiro deste trabalho, destacam-se as contribuições de Michel Foucault acerca das noções de Dispositivo e Discurso (entre outros conceitos) na constituição de sujeitos contemporâneos. Problematiza-se, ainda, as conexões do dispositivo da sustentabilidade com o biopoder, a biopolítica e a ecopolítica. Foram analisadas algumas recorrências discursivas presentes nos posts em questão, as quais trazem pistas para tensionar de que modo determinados discursos são postos em circulação e participam na condução de condutas dos sujeitos.

A educação ambiental num curso superior de tecnologia em Agroecologia à luz da teoria contracolonial

2025-12-19

Diane Andreia de Souza Fiala, Adolfo Ramos Lamar

Este artigo trata da educação ambiental e como a temática é inserida no Projeto Pedagógico do curso superior de tecnologia em Agroecologia oferecido em um dos campi de uma instituição pública federal. O objetivo geral foi questionar a educação ambiental que desconsidera os saberes dos povos originários à luz da teoria contracolonial. O tema é importante porque se deposita à Agroecologia a capacidade de gerar reflexões sobre educação ambiental transcendendo conceitos eurocêntricos chegando à confluência e biointeração. A metodologia incluiu revisão de literatura e pesquisa documental do Projeto Pedagógico do referido curso. O principal resultado foi constatar a necessidade de se fortalecer na educação profissional e tecnológica a Agroecologia partindo da teoria contracolonial e sua crítica ao eurocentrismo e produtivismo e conclui-se que há necessidade de se pensar a educação ambiental crítica como parte do processo de formação integral.

A contribuição das mulheres para repensar Educação Ambiental

2025-12-19

Taís dos Santos Lopes Corrêa, Alana das Neves Pedruzzi

Este artigo analisa a evolução histórica e conceitual da Educação Ambiental (EA), argumentando que suas correntes, mesmo as críticas, historicamente marginalizaram as opressões de gênero. O objetivo é demonstrar a centralidade das contribuições feministas para a construção de uma EA verdadeiramente emancipatória, com foco especial na produção de pesquisadoras do Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental (PPGEA) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Do ponto de vista metodológico, a análise inspira-se na leitura imanente de Sérgio Lessa, para desvelar as contradições das abordagens hegemônicas e a potência das perspectivas ecofeministas e interseccionais. Conclui-se que o aprofundamento de uma EA crítica, anticapitalista e antirracista é indissociável de uma prática feminista que visibiliza os saberes e as lutas das mulheres e de outras populações subalternizadas.

Educação Ambiental e Democracia

2025-12-19

Rodrigo Barchi

Este artigo, elaborado de modo ensaístico, visa trazer ao campo múltiplo da educação ambiental um debate conceitual ao redor da noção de democracia, especialmente sobre suas perspectivas mais radicais, pensadas pelo filósofo italiano Antonio Negri como poder constituinte. Está dividido em três partes, além da introdução e das considerações finais: a primeira discute a noção de democracia radical, como potência e prática política de multidões múltiplas; a segunda debate as potências constituintes – ou constituências – e o poder constituinte, como exercício democrático de construção de outras formas de existência humana, e combate à sua cristalização e obliteração pelo Estado-capital; e por fim, traz as noções de florestania e assembleia como possibilidades de elaborar as educações ambientais como práticas potencialmente constituintes, de recusa às domesticações e apagamentos promovidos pelo poder constituído.

Conservação e Preservação da Biodiversidade na Integração do Ensino de Ecologia com Trilhas Interpretativas Ecológicas

2025-12-19

Anderson De Vechi, Carlos Alberto de Oliveira Magalhães Júnior, Mariza Barion Romagnolo

Ecologia é uma ciência com várias nuances na área do conhecimento, influenciada por aspectos ideológicos em diferentes grupos de indivíduos, capaz de promover mudanças nos distintos níveis de ensino. O artigo teve objetivo saber como a combinação do ensino de ecologia aliado a prática de trilhas interpretativas pode oferecer uma abordagem educacional que promova a sensibilização e a compreensão sobre conservação e preservação da biodiversidade. A metodologia orientou-se no “estado do conhecimento” que são estudos já realizados durante certo período, analisando as produções. A pesquisa foi qualitativa e descritiva, com a busca de publicações científicas, dos últimos 5 anos, de 2018 a 2023, em sites de bancos de dados. A análise dos 25 artigos foi pelo método de análise crítica de conteúdo, sendo extraídas informações e concepções. Concluiu-se que as trilhas ecológicas são relevantes para a sensibilização e compreensão sobre conservação e preservação da biodiversidade, principalmente se nelas forem desenvolvidas atividades educacionais.  

Caminhando por horizontes imaginários

2025-12-19

Jakeline Modesta Almeida Fachin, Tatiani do Carmo Nardi, Victor Hugo de Oliveira Henrique, Michèle Sato

Neste artigo, discorremos sobre a trajetória formativa de pesquisadoras do Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (GPEA) em busca de compreender a metodologia fenomenológica denominada “Cartografia do Imaginário” criada por Michèle Sato (2011), que oferece possibilidades de se fazer pesquisa em Educação Ambiental. Nosso objetivo é discutir sobre a importância do processo formativo e destacar as impressões e sensações despertadas durante os estudos. Os encontros possibilitaram diálogos fecundos e novas interpretações sobre a referida metodologia. Ao encontro da proposta, nos aventuramos na criação e registro de nossas impressões. Estudar esta metodologia, contribuiu para nossa formação e compreensão dos diversos caminhos, trilhas e horizontes possíveis para se pesquisar e estudar a Educação Ambiental ancorada na fenomenologia que conduzindo o percurso científico investigativo.